Quais são as fases de aprovação de um empréstimo à habitação?

Reúna toda a documentação necessária para ter o seu empréstimo à habitação aprovado

 

Comprar uma casa com recurso ao crédito habitação exige um compromisso de longa duração e envolve, geralmente, elevadas quantias monetárias. Neste contexto, e para ver o seu empréstimo aprovado é necessário cumprir várias etapas essenciais. Este processo não é aprovado do dia para a noite, podendo demorar cerca de três meses dependendo do historial do cliente.

Antes de mais, é fundamental analisar o estado das suas finanças pessoais. Tenha em atenção que um crédito para comprar casa traduz-se num encargo mensal que pode revelar-se demasiado pesado no seu orçamento familiar. E, claro, não se esqueça que terá sempre de ter disponível um montante para pagar o valor da entrada inicial.

Neste artigo explicamos-lhe as 6 fases para conseguir com sucesso o seu empréstimo à habitação.

  1. Analise a oferta do mercado

Se já analisou as suas finanças pessoais e encontra-se preparado para dar o passo no sentido de comprar a sua própria habitação, é importante que faça uma pesquisa aprofundada nas várias instituições financeiras de forma a saber quais as condições de financiamento que oferecem, consoante as suas caraterísticas e o montante do empréstimo pretendido. Esta é a única etapa que depende, exclusivamente, do consumidor.

Utilize o simulador de empréstimo à habitação e compare todas as possibilidades, tendo em especial atenção ao spread, à TAE e ao Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC). Todos estes dados estarão presentes na FINE de cada proposta enviada pela entidade bancária. Saiba também se na contratação de outros produtos – por exemplo, a domiciliação do ordenado, seguros de vida e multirriscos – pode beneficiar de um spread mais baixo.

  1. Envie os documentos solicitados

Já escolheu a instituição financeira com a qual pretende formalizar o crédito para comprar casa? Então agora deverá enviar um conjunto de documentos obrigatórios à mesma, formalizando assim o seu pedido de empréstimo:

  • Documento de identificação pessoal, nomeadamente o Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade e NIF;
  • Declaração de rendimentos dos últimos três meses;
  • Documentação associada à habitação, na qual se inclui uma fotocópia da Certidão de Teor, Caderneta Predial, Ficha Técnica da Habitação, Licença de Utilização e Certificado de Desempenho Energético e da Qualidade do Ar Interior.

Importa enfatizar que este processo autoriza, automaticamente, o débito das condições associadas à aprovação.

Consoante o tipo de imóvel ou finalidade, poderão ser-lhe solicitadas outras informações adicionais. Procure reunir toda a documentação ainda durante o período em que está a analisar as propostas, de forma a tornar o processo o mais célere possível.

  1. Pré-aprovação do empréstimo

Após o envio de toda a documentação pedida pela entidade bancária, esta irá analisar se o consumidor está elegível à aprovação do crédito. Esta fase ainda não corresponde à concessão do financiamento, mas a instituição faz uma análise sobre a situação profissional, dos rendimentos e da taxa de esforço que irá implicar ao cliente.

Esta etapa tende a demorar pouco mais de um mês e, no caso de a entidade financeira verificar que o cliente reúne todas as condições necessárias, é então oficialmente iniciado o processo de concessão do empréstimo para comprar o imóvel. Também é possível que a própria instituição confirme se as condições oferecidas na simulação inicial irão sofrer alguma alteração ou se se mantêm, quer ao nível das taxas de juro quer ao nível de outros produtos associados.

  1. Avaliação da casa

Esta fase, que pode demorar cerca de uma semana, fica a cargo de uma empresa especializada e independente, contratada pelo banco. O avaliador define o valor do imóvel tendo em conta diversos fatores como a localização, as dimensões, o número e tamanho das janelas, oferta de serviços nessa área de residência, entre outros aspetos. Com base nestas informações, o técnico emite um relatório que será entregue à instituição financeira.

Importa alertar que este procedimento tem custos para o cliente, comumente designados por comissão de avaliação. No caso de se tratar de uma habitação do próprio banco, não terá qualquer encargo nesta etapa.

  1. Realização da escritura

Após a aprovação da proposta de financiamento será emitido o contrato de crédito e, finalmente, agendada uma data para a escritura.

Salvo algumas situações, esta etapa inicia com o pagamento do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT). Esta constitui a primeira parte deste último passo. Na verdade, o comprovativo do pagamento deste imposto tem de ser apresentado no ato da escritura.

Segue-se, então, a realização da escritura que implica a marcação de um dia. Este procedimento envolve todos os intervenientes no Cartório Notarial ou na Conservatória do Registo Predial. É nesta altura que o comprador se torna oficialmente o proprietário legal do imóvel.

Além do comprovativo do IMT, neste ato são necessários os seguintes documentos:

  • Documento civil e fiscal de ambas as partes;
  • Identificação do registo e matricial da habitação;
  • Certificado energético;
  • Licença de utilização.

Esta etapa está divida em duas partes. Na primeira, é feita a assinatura da escritura de compra e venda do imóvel. Já na segunda, dá-se a celebração do contrato mútuo com hipoteca. É após esta última que a entidade bancária coloca ao dispor do cliente o montante necessário para pagar a habitação.

  1. Aprovação do empréstimo

Finalmente, é emitida a carta de aprovação, onde estarão descritas todas as condições do financiamento aprovado. A partir de então, não podem ser feitas quaisquer alterações às taxas e aos valores estipulados nesse documento.

De facto, o processo implícito à compra de um imóvel é um pouco moroso, daí a importância de reunir toda a documentação solicitada, para que esta dinâmica não se estenda ainda mais. É, no entanto, possível que seja necessário envolver fiadores ou então a possibilidade de optar por métodos de reembolso distintos, como a carência ou diferimento de capital.